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Denúncias de assédio moral e mudanças em programas educacionais colocam nova secretária de Educação de Ribeirão Pires sob pressão

Servidores relatam episódios de gritos, cobranças consideradas constrangedoras e questionamentos sobre formação acadêmica; funcionários também apontam paralisação de processos administrativos na pasta A chegada da nova secretária de Educação de…

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Denúncias de assédio moral e mudanças em programas educacionais colocam nova secretária de Educação de Ribeirão Pires sob pressão
Servidores relatam episódios de gritos, cobranças consideradas constrangedoras e questionamentos sobre formação acadêmica; funcionários também apontam paralisação de processos administrativos na pasta

A chegada da nova secretária de Educação de Ribeirão Pires, Leni Valendy, começa a provocar questionamentos dentro da própria estrutura da Secretaria Municipal de Educação.

Segundo relatos obtidos pela reportagem junto a servidores da pasta, a nova titular teria adotado uma postura considerada excessivamente rígida na condução da secretaria, com episódios de gritos, cobranças públicas e questionamentos sobre a formação acadêmica de funcionários.

Os relatos, que ainda precisam ser formalmente apurados pelos órgãos competentes, apontam que o ambiente de trabalho teria se deteriorado desde a mudança no comando da pasta. Servidores afirmam que alguns funcionários chegaram a se afastar e que outros avaliam a possibilidade de afastamento diante do ambiente de trabalho relatado.

Entre as principais queixas está a forma como reuniões e cobranças internas estariam sendo conduzidas. Segundo funcionários ouvidos pela reportagem, questionamentos sobre a qualificação profissional e a formação acadêmica dos servidores teriam sido feitos de maneira considerada constrangedora.

Mudanças em programas educacionais

Outra preocupação relatada por integrantes da rede municipal envolve a possibilidade de encerramento ou distrato de contratos e parcerias relacionados a programas educacionais já utilizados pelo município.

Entre os programas citados pelos servidores está o Instituto Ayrton Senna, cuja eventual saída da rede municipal, segundo os relatos, estaria sendo avaliada pela atual gestão.

A possível mudança gera preocupação entre profissionais que defendem a continuidade de iniciativas já incorporadas à rotina pedagógica das escolas. Por outro lado, eventuais alterações em programas educacionais podem fazer parte das prerrogativas administrativas da nova gestão, desde que observados os procedimentos legais e contratuais.

Até o momento, não foram apresentados publicamente documentos que comprovem eventual distrato com o Instituto Ayrton Senna. A Prefeitura e a Secretaria de Educação deverão ser questionadas sobre a existência de processos administrativos nesse sentido.

Chegada sem experiência na rede municipal

Leni Valendy possui trajetória política em Mauá. Registros públicos identificam Valendy como vice-prefeita de Mauá durante a gestão de Leonel Damo. (Repórter Diário)

Segundo servidores ouvidos pela reportagem, a atual secretária teria chegado a Ribeirão Pires sem experiência prévia na estrutura específica da rede municipal de ensino e estaria enfrentando dificuldades para compreender os procedimentos e a dinâmica administrativa da secretaria.

Funcionários afirmam que a falta de familiaridade inicial com a estrutura da rede teria contribuído para conflitos internos e para a paralisação ou demora de determinados procedimentos administrativos.

As críticas, entretanto, são contestadas ou precisam ser confrontadas com dados objetivos sobre os processos que eventualmente estejam parados.

Clima de tensão

O cenário relatado por servidores é de tensão dentro da Secretaria de Educação. Funcionários dizem temer consequências profissionais caso façam críticas abertas à condução da pasta.